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Fórum Permanente da Unicamp discute futuro agrivoltaico no Brasil

Evento do calendário anual da PROEEC trouxe representantes dos setores empresarial, financeiro, produtivo e acadêmico

Fórum reuniu especialistas e lideranças de diversos setores cuja atuação converge para a temática da produção de energia agrivoltaica

 

No último dia 9 de setembro ocorreu no Centro de Convenções da Unicamp o Fórum Permanente “Integrando agricultura e energia: desafios e oportunidades de usinas agrivoltaicas”. 

Sob responsabilidade da Pró-Reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (PROEEC), o evento foi organizado pelas professoras Bárbara Teruel e Juliana Barros, ambas da Faculdade de Engenharia Agrícola (FEAGRI), do professor Luiz Carlos Pereira da Silva, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC), e dos pesquisadores de pós-doutorado Joni Amorim e Maria Carolina H. Ribeiro, ligados ao Centro Paulista de Estudos da Transição Energética (CPTEn).

Durante o dia, foram estruturadas 4 mesas temáticas, com palestrantes de diferentes setores para discutir o cenário atual e futuro da implementação de usinas agrivoltaicas no país, ou seja, espaços onde a geração de energia solar coincide com a produção de alimentos ou criação animal.

Mesa de abertura do Fórum Permanente

 

A mesa de abertura contou com a participação dos professores Bárbara Teruel, Roberto Donato, da Diretoria Executiva de Sustentabilidade (DExS), Lais Silveira Fraga (PROEEC), Zigomar de Souza, da Diretoria Executiva de Administração (DEA), Antônio José Meirelles (ex-reitor e atual Diretor Administrativo da FAPESP), e Danilo Pecerin, Diretor de Energia da Subsecretaria de Energia e Mineração da SEMIL. 

Diferentes projetos em estágio inicial e plantas-piloto desse tipo foram apresentados ao longo do dia, como a do complexo tecnológico no Sapiens Parque, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), as de conforto animal da Universidade Estadual Paulista (UNESP, campus de Jaboticabal e de Botucatu), da Universidade de São Paulo em Piracicaba (USP-Esalq), e da EMBRAPA Agricultura Digital, 

Além das apoiadas pela WEG em todo território brasileiro, e outras no Chile e na Espanha – apresentadas respectivamente por Frederik Schönberger (Fraunhofer Chile Research) e Prof. Pedro Pérez Higueras (Universidad de Jaén). Houve ainda a participação da CEO da Xamano Energy, Claudia Wu, para tratar de modelos de negócios e oportunidades de financiamento, junto dos senhores Rodrigo Fornaciari (Gerente Nacional do Agronegócio do Banco do Brasil), e Renato Souza (Gerente Setorial Gerente Setorial na Área de Transição Energética e Climática do BNDES), bem como os efeitos práticos dessas instalações para os pequenos e médios produtores, conforme relatou Cássio Gonzalez (Sindicato Rural de Campinas) e o panorama atual da geração de energia fotovoltaica e perspectivas futuras, com Pedro Drummond (Diretor Estadual de São Paulo da ABSOLAR).

O público presente contribuiu com o debate posterior às apresentações, que contou ainda com a cobertura do Canal Solar. Entre os vários pontos levantados ao final, está a necessidade de padronização do que representa uma usina agrivoltaica, para possibilitar linhas de financiamento, bem como os meios de se adaptar isso para cada bioma e região no Brasil. Por isso, a partir de agora a ideia é criar um grupo de trabalho para responder essas questões iniciais e fortalecer parcerias para o desenvolvimento desse tipo de geração de energia e alimentos no Brasil.

Acesse aqui a programação completa do evento. 

Por Maria Carolina H. Ribeiro (pós-doutoranda em Educação e Difusão do Conhecimento pelo CPTEn)